Assessora do Planalto diz que viu compartilhamento de fake news pró-Bolsonaro em 2018

A servidora do Planalto que trabalhou na agência de comunicação digital da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) disse à Justiça que atuou dentro da casa de empresário onde eram retransmitidas notícias falsas durante as eleições.

Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rebecca Félix da Silva Ribeiro Alves disse que trabalhava no diretório do PSL em Brasília e no Rio de Janeiro. Na capital fluminense, sua atuação era na sede da empresa AM4 e na casa do empresário Paulo Marinho

Paulo Marinho contou à TV Globonews que, em sua casa, eram retransmitidas informações falsas produzidas por voluntários, durante as eleições. À época, o Whatsapp não limitava o envio de textos. Hoje, só podem ser feitos envios para, no máximo, cinco destinatários.

Marinho disse que as informações falsas eram feitas fora da casa por voluntários, mas que ali havia a retransmissão desses conteúdos.

“Fake news a gente também mandava, como chegava a gente saía, como tem hoje”, admitiu Marinho na entrevista à jornalista Andrea Sadi.

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Rebecca disse no depoimento que não sabia de contratação de empresas terceirizadas para distribuição de envios em massa de mensagens pelo whatsapp e outros aplicativos. No entanto, ressaltou que, se isso foi feito, a contratação não passaria por ela.

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