Jaques Wagner seria alvo de ação criminosa de procuradores da Lava Jato antes do 2º turno ‘por questão simbólica’

Segundo matéria da Folha de São Paulo escrita pela jornalista Mônica Bergamo, Jaques Wagner seria alvo de uma ação criminosa de procuradores da Operação Lava Jato em Coritiba.

Na reportagem, a jornalista demonstrou, em diálogos com colegas da Lava Jato, em outubro de 2018, que era preciso acelerar ações contra o petista Jaques Wagner.

Wagner tinha acabado de se eleger senador pela Bahia e tomaria posse em fevereiro. Para Deltan, valeria fazer busca e apreensão sobre o político ‘por questão simbólica’, segundo informa a  jornalista. As informações de Mônica Bergamo tem como fonte o site The Intercept.

Leia, abaixo, um trecho da coluna de Mônica Bergamo, em que Deltan, que diz não ser possível atestar a autenticidade das mensagens, afirma que ‘seria bom demais’ uma ação contra Wagner:

Um procurador identificado como Athayde (provavelmente Athayde Ribeiro Costa) responde: “As primeiras quebras em face dele não foram deferidas”. Mas novos fatos surgiram e eles iriam “pedir reconsideração”. “Isso é urgentíssimo. Tipo agora ou nunca kkkkk”, escreve Deltan. Athayde diz que “isso não impactará o foro”. Deltan responde: “Não impactará, mas só podemos fazer BAs [operações de busca e apreensão] nele antes [da posse]”. Uma procuradora pondera que o petista já sofrera uma busca: “Nem sei se vale outra”. Deltan responde: “Acho que se tivermos coisa pra denúncia, vale outra BA até, por questão simbólica”. E completa: “Mas temos que ter um caso forte”. Athayde informa que seria “mais fácil” Wagner aparecer “forte” em outro caso, e Deltan finaliza: “Isso seria bom demais”.

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