O Amigo da Onça! Por Luís Carlos Nunes

Com toda certeza, caro leitor, você já ouviu alguém usar a expressão “amigo da onça”. Mas quem é esse ser afinal?
O famoso personagem ‘O Amigo da Onça’ foi criado pelo cartunista pernambucano Péricles de Andrade Maranhão na década de 1940, mas foi nos idos dos anos de 1970 como um personagem de histórias que ganhou maior popularidade onde era divulgado em quadrinhos que circulava na revista semanal O Cruzeiro.

O nome “Amigo da Onça” foi atribuído pela ditadura militar como sendo um personagem debochado, irônico, malandro e mal caráter.

Nos dias atuais a figura se encaixa perfeitamente, já que o nome exprime um tipo de pessoa que só pensa no seu próprio bem e está sempre traindo as pessoas que lhe confiam.

Isto é o que mais se vê!

O Zum, Zum, Zum que corre, diz que amigo de verdade está cada vez mais complicado de se achar.

Mas Amigo da Onça existem aos montes.

Estes, infelizmente, não estão em extinção, muito pelo contrário, estão proliferando cada vez mais.

Basta dar oportunidade, deixando entrar em nossas vidas e… eles atacam com toda força e sem escrúpulos.
Exagero?

Que nada!

Se fizermos um pequeno esforço e puxarmos nossas lembranças a um passado bem recente, veremos o oportunismo e a sagacidade de certos amigos da onça.

Logo ali, a pouco mais de um ano, uma verdadeira lambança sem precedentes se instalou na Estância de Ribeirão Pires.

Posicionamentos equivocados, erros grotescos foram as regras e praxes.

Muitos foram acusados indevidamente, responsabilizados e culpabilizados.

Mas o verdadeiro responsável foi o Amigo da Onça que se utilizou da sua caneta, força e posição para manipular incautos. Sem a menor cerimônia, sem “discursão” colocou os pés na frente daqueles que caminharam ao seu lado e o conduziram ao seu status passageiro, e na surdina, pááá…

Em troca de seu projeto particular de ser vice em 2020, pareou com a onça dissimulando novos ares e relações saudáveis.

Detectar um amigo da onça não é tarefa nada fácil.

Mas o Amigo da Onça já é um velho conhecido, de contumaz e esperadas reincidências… Quem vai confiar?

Alguém?

Será?

Uma outra qualidade cravada em um Amigo da Onça é que: ele sempre rói, sempre roeu e sempre roerá a corda em proveito próprio!

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