Vereadores de RGS afirmam que vão protocolar pedido de revogação da taxa de lixo

Doze dos 13 vereadores de Rio Grande da Serra afirmam que entraram entrar nesta quarta-feira (15) com um pedido de revogação da taxa de lixo. O gesto mostra que os parlamentares contrariam o prefeito Gabriel Maranhão (PSDB), que defende a manutenção da cobrança para cobrir as despesas com o setor de lixo.

“Somos da base do governo, mas nossa preocupação é com a população. Houve distorções em algumas cobranças, valores abusivos que precisam ser corrigidos”, disse o vereador Claurício Bento (DEM) ao acrescentar que os gastos com o lixo atingem R$ 3,2 milhões por ano, mas a inadimplência faz com que entre nos cofres públicos somente R$ 1 milhão. “Tem déficit, sabemos disso, mas temos de defender neste momento os interesses dos moradores”, completou.

No fim da tarde desta segunda-feira (13), vários vereadores se reuniram e anunciaram a decisão pelo Facebook. De acordo com Claurício, somente o vereador Benedito Araújo (PT) não faz parte desse grupo devido à postura adotada na cidade com relação à taxa. “Ele faz uma oposição raivosa”, disse. Benedito foi procurado, mas não retornou.

Em entrevista coletiva concedida a imprensa no dia 8 de agosto, o prefeito disse que a Prefeitura estuda juridicamente o que fazer com os casos de cobrança de taxa de lixo cujos valores tiveram distorções depois que o município passou a aplicar um novo tipo de cálculo. (ver aqui)

“Rio Grande da Serra é uma cidade com poucas possibilidades de investimento uma vez que é área de preservação ambiental o que impede a vinda de diversos setores empresariais. A cidade está com o salário dos servidores em dia, oferece diversas atividades esportivas e tem atividades culturais intensas. Assim como em uma casa, a prefeitura também paga água, energia elétrica, telefone, internet, compra alimentação (merenda escolar), remédios, tem que abastecer automóvel. Como prefeito tenho a responsabilidade de manter importantes projetos em andamento e a Taxa do Lixo colaborará com a continuidade dos mesmos. Caso haja distorções iremos rever”, disse.

Segundo ainda o prefeito: “Reconhecemos que hajam descontentamentos, mas solicito compreensão da população. Temos grande inadimplência de impostos na cidade e não podemos deixar que a cidade pare. Se houver algum esclarecimento ou necessidade de revisão, a administração está à disposição dos munícipes”, argumentou o prefeito.

Morador de Rio Grande da Serra se queixa de pouco prazo para o pagamento da taxa

Em dezembro do ano passado, o legislativo municipal aprovou projeto de lei que muda a base de cálculo para emitir o carnê da taxa de lixo. Pelo método anterior, todos pagavam R$ 228, mas agora, é pela metragem do imóvel assim como definido em julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outra alteração feita na cobrança, é que antes a taxa vinha no carnê do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e, agora, é na conta de água.

A taxa de lixo existe em Rio Grande da Serra desde 1982 e em dezembro de 2017 foi adequada às normas estabelecidas pelo STF.

A expectativa da Prefeitura é arrecadar com a taxa do lixo R$ 230 mil por mês, mesmo valor que a Prefeitura paga para bancar os serviços prestados neste setor por empresas. O executivo municipal alega alta taxa de inadimplência no pagamento do IPTU

Deixe uma resposta